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NextNetwork - Relações humanas e empresariais

Os ciclos de vida das pessoas e das empresas são muito parecidos, ambas são esperadas, nascem, passam pela infância, pela adolescência, crescem, enfrentam obstáculos, se relacionam, se desenvolvem e morrem. Algumas com mais e outras com menos histórias para contar. Algumas bruscamente e outras apenas fazendo cumprir o que já era sabido.

De cara já é possível identificar algumas semelhanças básicas nestes dois ciclos mas, em profundidade, percebe-se que as relações humanas e as empresariais passam por fases que permeiam seu desenvolvimento acelerando ou retardando seu sucesso. Vamos a fundo nisso então, prepare-se para entender a relação Ele, Eu e Nós e consiga com esta reflexão pensar no seu negócio de outra forma.

O nível de dependência de um ser humano ao nascer está relacionado diretamente com sua sobrevivência. Quanto menor é a idade de uma criança maior é sua incapacidade de expressar emoções, desconfortos, estados físicos dentre outras sensações e necessidades imediatas que dependem de uma resposta de quem está ao seu redor.

Neste estágio as crianças são frágeis necessitam constantemente de que façam algo por elas, dependem de pessoas, dependem de objetos, dependem de que outros entendam e respondam ao seu estado. Neste aspecto podemos dizer que para um bebê ter afeto e cuidado das pessoas que o rodeiam é, com certeza, sua fonte de vida.

No universo corporativo isso não é diferente. Em seus primeiros anos as empresas sobrevivem, principalmente, pela crença e esperança de seus fundadores. A medida que se estabelecem no mercado vão tendo outras necessidades e começam a ver que a realidade empresarial é composta de diversos fatores. Dependem de bons fornecedores, de bons funcionários, dependem de bons resultados e percebem que sem eles sua crença ficará só no papel.

A medida que empresas e as pessoas se desenvolvem, automaticamente, inicia-se uma busca incessante pela autonomia, por novas conquistas através de seus próprios recursos, ou melhor, de suas próprias pernas. Os valores começam a se formar, os processos a se sofisticar e a personalidade começa a exigir novas posturas perante os obstáculos encontrados.

Fácil perceber quão tumultuada é essa etapa da vida. A adolescência em empresas e em pessoas é marcada por instabilidades, reivindicações e pela sensação do poder a flor da pele. Nesta fase, frases como “Eu faço”, “Eu posso”, “Eu sei”, “Eu consigo” são comuns e demonstram uma característica voltada à independência.

Por último, quando aos poucos a fase das descobertas e dos testes vai chegando ao fim surgem no horizonte os prenúncios da maturidade. A constituição de uma família, a vida em sociedade, o pensamento sempre no outro e a preocupação com o coletivo podem ser comparados com a consolidação de uma hierarquia, de um posicionamento e de um modo de atuação voltado a união de forças através das parcerias.

Nesta fase empresas e pessoas já entenderam que viver sozinho é a mesma coisa que nadar, nadar e morrer na praia. E que embora a frase “A união faz a força” já esteja muita batida, sua essência continua sendo imprescindível para as relações humanas e empresariais. É a interdependência e a complementaridade de produtos, serviços e competências que propiciam que empresas maduras se perpetuem no mercado.

O leitor deve estar pensando: Tudo muito bonito, mas onde está o benefício para o meu negócio ?

Os pronomes ele, eu e nós estão diretamente ligados ao que foi relatado e as palavras dependência, independência e interdependência resumem grande parte deste contexto.

A maioria das empresas tem o olhar voltado à prosperidade do seu negócio e não observam o grande leque de oportunidades que está ao seu redor. Algumas ainda são dependentes e por isso, infelizmente, são limitadas por sua estrutura e pelo raciocínio ainda voltado ao Ele. Aquelas que se acham superiores e detentoras do poder e da independência acabam sendo traídas pelo individualismo exacerbado. Quando perceberem que o Eu faço no mundo competitivo já caiu de moda, talvez seja tarde demais.

Para aqueles que conhecem e já praticam a relação por interdependência está aí o caminho para o sucesso. Muitas vezes decidir por não abraçar o mundo todo sozinho e optar pelo pronome Nós em suas atitudes e ações pode ser a melhor forma de corresponder as expectativas do mercado de forma real otimizando e multiplicando forças sem sobrecarga e sem deixar de realizar e buscar seus verdadeiros objetivos.


Tatiana Davigo


É publicitária, coordenadora de marketing da Resolve! Enterprise Services e administradora da rede de empresas associadas NextNetwork.



 


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