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Aproxima-se a eleição 2.0 – nossa primeira eleição presidencial pós Obama. Os candidatos brazucas estão montando suas táticas para usar a Internet a seu favor, o Partido dos Trabalhadores contratou a consultoria da dupla Ben Self e Scott Goodstein, responsáveis pela campanha online de Barack Obama que instaurou definitivamente a Era do Marketing Político na Web.

A campanha presidencial norte-americana usou o mix digital completo com torpedos, hot-sites, videos virais, portal de relacionamento próprio, Facebook, Myspace, Youtube, Twitter. Arrecadou U$ 500 milhões em micro doações e conseguiu despertar ações que se espalharam pelas redes sociais, telefones e blogs.

O fenomeno foi muito além das estratégias de marketing, extrapolou o planejamento e gerou adesão espontânea da população na criação e difusão de mensagens, pessoas conectadas em rede mostraram a força do boca-a-boca digital e do marketing exponencial da web.

Barack Obama declarou logo após as eleições “Desde meus dias de participação comunitária acreditava que as verdadeiras mudanças vinham de baixo para cima e não existe ferramenta mais poderosa para organizar as bases que a Internet”

E os nossos marketeiros o que vão fazer? Vai ser um tal de twittar 24 horas e mandar spams para todos os lados, nossos candidatos vão usar as novas tecnologias apenas para estampar suas próprias fotos e espalhar panfletos de propaganda, por que fariam diferente? Historicamente nossos candidatos picham seus nomes e as siglas dos seus partidos nos muros das cidades, o que os impediria de mandar spams e torpedos indesejados?

No final das contas o que importa não é a Internet ou a tecnologia, o que ganhou a eleição dos EUA foram pessoas com uma causa, pessoas que acreditaram em seus candidatos e trabalharam para conquistar o voto dos seus vizinhos, parentes e colegas de trabalho, não foi o Orkut, foi a palavra de um amigo, o eleitor 2.0

Artigo de Luiz Pryzant para o Portal da Redetv

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