Querem estatizar o Google!

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Internet é a nova Escola
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O sonho do pessoal do marketing sempre foi conhecer o se passa na cabeça e no coração dos consumidores, o problema é que as pessoas respondiam uma coisa nas pesquisas mas se comportavam de outra forma no supermercado.
Agora cada busca que a gente faz na Internet pode mostrar nossos interesses, necessidades e desejos, mesmo que a privacidade individual esteja preservada, nossas buscas fazem parte de tendências estatísticas e assim a industria e o comércio poderão evoluir para um novo patamar, a idéia de atender o cliente pode ser levada às ultimas consequencias com a produção industrial sendo programada inteiramente pelos consumidores.

Assim os buscadores ou search engines chegaram ao centro do universo capitalista transferindo poder para cada pessoa que utiliza um computador em casa, na escola ou no trabalho.
Calcula-se que o faturamento anual do Google esteja na casa dos 20 bilhões de dólares e um crescimento impressionante de mais de 20% ao ano, tudo isso em uma empresa que oferece fundamentalmente serviços gratuitos!
O Google vai além de um bom mecanismo de busca ou um agregador da Internet. O Google é um exemplo de empresa que nasceu do idealismo de dois estudantes com profundos fundamentos acadêmicos e que revolucionou o mundo dos negócios provando que é possível ser “do bem” e ainda lucrar muito, pesquisando no Google descobri alguns fatos bacanas:
Empresa global: com de 3 mil funcionários onde todos sonham trabalhar, privilégios e mimos com suas equipes de trabalho se tornaram legendários incluindo salas de jogos, berçários e espaço para animais de estimação, refeições balanceadas e doces à vontade
Ambientalmente sustentável: os painéis solares do Googleplex poderiam iluminar mais de mil casas americanas, o gramado de seus jardins são aparadas por 200 cabras. De acordo com Larry Page e Sergey Brin além de amigável com o meio ambiente é “mais bonito de se ver que cortadores de grama”
Altamente inovadora: 50% dos novos produtos são criados por seus funcionários que podem dedicar até um dia por semana para seus projetos pessoais, alguns produtos que nasceram desta prática genial: Gmail, Orkut, GoogleNews e AdSense.
Totalmente voltada para o cliente: atende nossas buscas com qualidade e resultados de valor, o tempo de resposta de consulta média é de cerca de um quarto de segundo. Em comparação, a média de piscar um olho é um décimo de segundo.
Segura e confiável: O comportamento de uso e a privacidade de seus usuários são preservados independente de pressões financeiras ou de seus acionistas, aquele botão “estou com sorte” custa anualmente mais de 100 milhões de dólares em perda de receitas de propaganda, mas ainda assim é mantido por um compromisso ético.
Socialmente responsável: seu fundo filantrópico foi criado em 2004 com 1 bilhão de dólares (Google.org) com foco no ambientalismo e saúde do planeta
Divertida e útil: as traduções robóticas do Google estão cada vez melhores, hoje é possível ler e interagir em sites escritos em línguas e caracteres tão estranhos como o mandarim, árabe e até klingon
Os fundadores do Google Larry Page e Sergey Brin, ambos com 34 anos, estão entre os 10 americanos mais ricos nos Estados Unidos mas sua capacidade de influência no futuro do Planeta é incalculável.
Existem movimentos que lutam pela estatização do Google como forma de garantir  o controle deste Poder no futuro, mas uma empresa pública jamais conseguiria reproduzir este modelo de sucesso, um Google privatizado perderia sua relevância passando a ser apenas mais um site burocrático com funcionários públicos motivados apenas pelo horário de sair para a happy hour.
A realidade é que as pessoas já aceitaram informar seus dados pessoais e ter seu comportamento de consumo monitorado para receber em troca serviços gratuitos espetaculares.
O Google vai muito além de um grande bibliotecário organizando milhões de dados conforme sua relevância e valor, ele tem dezenas de produtos, todos nas nuvens, com ótima performance e segurança, tudo grátis!
Até agora estamos todos ganhando!
Texto originalmente publicado na coluna da RedeTV com o nome “Na Internet o barato não sai caro”

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